segunda-feira, 2 de julho de 2012

GOOD DAY SUNSHINE

Ando pondo conforto nos pés, molhando-os com areia. A vista é uma linha azul e comprida, que me faz imaginar o tamanho daquilo tudo e como funciona tão bem. Ouço vozes aqui e ali, impacientes, insistentes, como fiz a vida toda; o costume me diz para apagá-las com alguma melodia ou algum pensamento de pássaro ao vento e assim eu passo digamos que bem.
À frente as caravelas e a História, o além-mar de monstros e da tal civilização; uma ilhota se ergue calada e sozinha, exibida, forte... subiu o bastante para abrir caminho entre as águas. Aqui, a selvageria e a exuberância, a preguiça e as árvores, cataventos verdes, frescas, vivas. Céu aberto e rico de milhões de palmos, desses que a gente vê e vê até fechar os olhos sem querer, esquecendo do choro do outro dia e da morte de toda hora.

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