sábado, 28 de abril de 2012

FALTA DE SENTIDO À PARTE

HOW DOES IT FEEL?
Bem... uma hora a gente senta a bunda na cadeira e olha pra essa tela salafrária, os pés gelados apesar das meias e a tosse ainda pegando firme. Serve como recordação daquela manhã passada estirada na maca, dependendo do oxigênio de um tubo. Oxigênio fica bem mais legal quando não precisamos desenhá-lo, não é mesmo?
Os pés ainda frios, muito frios. E eu ainda nessa cadeira para tentar registrar a maluquice da semana, essa sacola de sete dias que nada têm um com o outro. É ver o cara que nem te conhece mas que foi quem mais te deu soco no estômago na vida, é o buábuá (dêem licença que ainda vivo no mundo Laranja Mecânica) ouvindo a tal "balada de um homem magro" e a canção das pedras rolantes. Numa bela mistura, nos deparamos, uns dias após essa noite, com medições de ego, tanta arrogância, infantilidade e chatice. Oras, como perdemos tempo com besteira... nesse esforço e na convicção de que existe um pódio para tudo na vida. São todos fissurados por esse pódio. Quando, na verdade, o negócio não tem mistérios. Paulo Mendes Campos já me disse isso. 
Pra fechar a ladainha, que meu pés já nem estão mais aqui, tudo é muito mais simples de se pensar quando deitamos ao som e à prosa dos nossos próprios gostos. Nasce algo maravilhoso, aquela bolha que flutua por aí. Poucos se contentam com ela. Afinal... como é melhor mexer na bolha alheia, não?

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