sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Plim

de repente, não mais
desaprendi a chorar
deitei e dormi sem culpa
sorri, tão de repente
sentada à beira da janela
como cego tocando o céu
sorri
sinto-me livre, tão de repente
de braços abertos às paredes
com laços nos cabelos e flores nas mãos
esparramo-me na relva
deitada inconforme em calmaria
esperando a dor chegar, assim
de repente


Um comentário:

  1. Estes dias eu me sentia assim. E, infelizmente, a dor chegou mais rápido que que eu imaginava este " de repente".

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