terça-feira, 15 de novembro de 2011

A gente vive no submarino amarelo

Uma coisa engraçada é a mania que tenho de prever emoção. Não dá! Não tem como controlar o sentimento, calcular sua intensidade e a duração, prazo de validade... a gente simplesmente sente, não é?
Pois foi disso que eu tive certeza esse sábado agora. Estava uma garoazinha fina que borrava de leve as luzes da cidade e minha ansiedade estava bem quieta, pra falar a verdade. Vamos lá, Barbara... tu vai ver um Beatle!
Pois é, nem precisei passar esse lembrete para o coração. As luzes apagaram e logo entra aquele carinha... aquele Ringo. Tão rápido o peito aperta, o sorriso alarga e os olhos se inundam... é involuntário, incontrolável.
Me peguei várias vezes com os olhos molhados, checando se era sonho ou não, beliscando minha própria memória. Não dá pra explicar, é... é aquele sentimento infinito. E esses a gente não consegue justificar ou muito menos racionalizar.
Tudo que eu queria era gritar e contar para aquele baixinho (tá, nem tanto) do tamanho daquele momento. Por mais que pareça ridículo ou que seja, aqueles quatro de Liverpool são muito mais que uma banda para mim. É, mudaram mesmo minha vida e mantêm minhas perninhas em pé, mesmo que tropeçando ou envergando.
É... no fim tudo que eu queria era agradecê-lo por me dar aquele raro sentimento mesmo.


2 comentários:

  1. Incrível como, 40 anos depois do fim do grupo que mudou a "minha geração", leio isso de uma excelente blogueira de 15 anos. Fico mesmo muito feliz!

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  2. Música boa não tem idade, né? Nem sinto que ouço música mais velha que minha mãe.. eles são muito íntimos pra mim e, tenho certeza, mudarão quantas mais gerações vierem!

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