sábado, 23 de julho de 2011

Dá um desconto, blues

Eu queria ter um começo ao menos razoável mas acabo sempre escrevendo da pressa. Não é só a pressa por apertar um botão ou qualquer coisa, é também a pressa com que acontecem essas coisas - reviravoltas, por assim dizer, uma palavra meio medíocre agora. Essas... reviravoltas - argh - são a última gota para que eu me sente e tente colocar tudo pra fora, de algum jeito.
Essa pressa de tudo é que tem perturbado... No fim a razão de tudo isso é uma senhora complicada chamada Vida e ela adora puxar nossos pés de lá do céu. Com as puxadas tenho a ideia de que aprendi alguma coisa, qualquer coisa - mas talvez seja só outra ilusão. 
Para explicar tudo e mexer nesse baú que eu chamo de mente demora tanto... sem falar na preguiça da chata que vos fala. Mas devo poder dizer algumas coisinhas estúpidas. 
Não sei se é a voz do Jim ou meu sono, mas... sei lá, acho que eu queria que algo fosse fácil. Cansei de no fim olhar para o teto e lembrar de todas as pedras que chutei e das que ainda estão por vir. E enfim cansei de tanto bloqueio nisso tudo... 
Deixe-me tentar explicar. (A essa altura já desisti de transformar minha noite em algo bonito e literário. Quem sabe outra hora.)
Não sei, tenho essa visão de que o atualmente é uma merda. Sinto as pessoas tão distantes umas das outras... não vem falar de inclusão digital e globalização e encurtamento de distâncias, que não é isso. Ou é, tanto faz. O que quero dizer é que hoje cada um vive no seu quadradinho de concreto, olhando pro próprio umbigo... às vezes dá uma espiada no resto, mas nada muito construtivo. É mais fácil e confortável não mexer os pés e ficar no próprio mundo com os próprios círculos, papos, vícios e medos. 
Ah, devo ter esse desejo um tanto louco, liberal e impossível de que todos falem tudo a todos. Sim, note o "impossível". 
Bem, eu e Jim realmente não estamos afim de listar mais nada agora, nem um pouco. 
só quero liberdade. (e pra entender essa frase tem que abrir muito a cabeça.)

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